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Facilities não é custo. É margem.

Muito além da manutenção, a inteligência operacional virou vantagem competitiva no varejo físico.

2025 já passou da metade, e o varejo brasileiro chega ao segundo tempo do jogo com um desafio claro: crescer com eficiência. O consumo não explodiu, os custos continuam pressionando, e a busca por margem virou obsessão.

Mas nesse cenário, um movimento silencioso vem ganhando força: o fortalecimento da área de facilities como alavanca estratégica. Não se trata mais apenas de cuidar da manutenção ou manter os equipamentos funcionando. Agora, operar melhor virou o novo vender mais.

Crescimento apertado, margem espremida

Segundo a Confederação Nacional do Comércio, o varejo ampliado cresceu pouco mais de 2 % no primeiro semestre. A inflação sob controle trouxe alívio, mas a alta nos custos de energia, folha e serviços continua desafiadora, principalmente para redes com muitas lojas físicas.

Margem apertada, contas em alta: os custos que estão engolindo o varejo físico

*Valores em (%) de Custos que comprimem a margem são meramente ilustrativos

Nesse contexto, cada ponto percentual na eficiência operacional importa. E é aí que entra o que chamo de “o conforto do negócio”, não apenas no sentido térmico, mas como símbolo de uma operação que funciona com inteligência, previsibilidade e controle.

O invisível que gera resultado

Quem olha de fora, talvez não veja. Mas por trás das melhores operações do varejo, existem estruturas de facilities altamente integradas, dados fluindo em tempo real, indicadores de performance, manutenção preditiva, automação de sistemas críticos como o ar‑condicionado.

É isso que permite reduzir consumo de energia, antecipar falhas, manter o conforto do cliente e gerar economia com manutenção, sem comprometer a operação.

E o mais importante: com dados confiáveis, o gestor deixa de apagar incêndios e passa a tomar decisões estratégicas.

“As empresas que lideram o varejo hoje não necessariamente vendem mais, mas operam melhor.”

Ítalo Hernandes, head de growth na Diel


Facilities como centro de inteligência

O que antes era uma área de suporte, hoje se posiciona como um hub de inteligência. Facilities deixou de ser custo fixo e passou a ser diferencial competitivo, especialmente em redes com dezenas ou centenas de unidades, onde a escala amplifica qualquer ganho de eficiência.

Esse movimento está diretamente conectado à agenda ESG, à experiência do cliente, ao employer branding e, claro, ao resultado financeiro.

Você, agora

Os custos de facilities consomem, em média, 17 a 43 % da margem bruta dos grandes varejistas e chegam a representar 2–5× a margem líquida. Controlar e otimizar esse gasto é, portanto, essencial tanto para a rentabilidade operacional quanto para a competitividade e a agenda de sustentabilidade das empresas.

 
Valor de custo de facilities pode variar de 17% a 43%
  • Escala: em redes com dezenas ou centenas de lojas, cada 0,1 p.p. de economia em facilities pode significar milhões de reais no EBITDA.

  • Competitividade: reduzir esse peso libera margem para reinvestimento em marketing, preço ou experiência do cliente.

  • Sustentabilidade: programas de eficiência energética (sensores, automação e energias renováveis) não só cortam custos, mas melhoram indicadores ESG – gerando valor financeiro e reputacional.

Onde entra a tecnologia?

É aqui que soluções como a da Diel Energia fazem sentido. Atuamos junto a grandes redes como Leroy Merlin, Santander, C&A, entre outras, com uma plataforma que integra sensores, automação, inteligência, dados e gestão preditiva dos sistemas de climatização, tudo pensado para melhorar o desempenho das lojas e da operação como um todo.

Mas mais do que “controlar o ar‑condicionado”, o que entregamos é conforto para o negócio:


E, claro, mais margem no fim do dia.

E o que esperar do segundo semestre?

As redes que conseguirem unir eficiência + escala + dados + sustentabilidade vão sair na frente.

Agora é a hora de olhar para dentro, mapear onde a operação ainda é analógica, onde a manutenção ainda é corretiva e onde a energia ainda escapa pelos dutos invisíveis.

O segundo semestre não será fácil, mas será das empresas que investirem na base que tratam facilities, tecnologia e inteligência operacional como ativos estratégicos.

Conforto é mais do que temperatura. É margem, é controle, é futuro sustentável.

Se o seu negócio ainda não olha para isso com a devida atenção, talvez seja hora de ligar o ar (e o radar). ⚠️

Quem escreveu:

Ítalo H. é economista pela PUC-SP, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios e formação executiva em negócios pela Harvard University. Atua há mais de 20 anos nas áreas de marketing, growth e desenvolvimento comercial, com passagem por grandes empresas como Telefônica Brasil, Grupo Abril e Start UPs early stage, atualmente lidera a área de Growth da Diel Energia. Acredita no poder dos dados, da tecnologia e da estratégia comercial bem desenhada para transformar operações complexas em negócios mais eficientes e escaláveis.

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